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Boas-vindas!

Equidade de gênero, uso pacífico da energia nuclear, mudanças climáticas e novas gerações.

ACONTECE NA WIN BRASIL

O setor nuclear brasileiro ganhou, nesta terça-feira (25), um novo capítulo na construção de uma agenda de equidade de gênero. Durante a International Nuclear Atlantic Conference (INAC 2026), na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, a Women in Nuclear Brasil (WiN Brasil) realizou a plenária de pré-lançamento do e-book “Políticas Públicas para Mulheres na Área Nuclear – WiNPP”, reunindo mulheres de diferentes regiões, instituições e áreas de atuação para celebrar uma construção coletiva e reafirmar um compromisso: transformar demandas em políticas e propostas em ações concretas.

O WiNPP nasceu como desdobramento da Conferência Livre “Mulheres no Setor Nuclear: Equidade e Desenvolvimento Sustentável”, realizada em 2025 como preparação para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, promovida pelo Ministério das Mulheres.

Ao longo de cinco meses de trabalho, o projeto mobilizou mais de 60 mulheres, de 11 estados e das cinco regiões brasileiras, envolvendo 35 instituições e organizando as discussões em dez eixos temáticos.
Formação e carreira, liderança, equidade racial, maternidade, ambientes institucionais e valorização profissional estiveram entre os temas que orientaram a construção das propostas.

Para a presidenta da WiN Brasil e Líder de Suporte aos Capítulos da WiN Global, Gabryele Moreira, o significado do projeto vai além da ampliação da presença de mulheres no setor. “Além de produzir um documento, o WiN PP busca não apenas aumentar a presença das mulheres no setor nuclear; mas garantir que elas possam permanecer, crescer, ocupar espaços de liderança e participar efetivamente das decisões que definem o futuro da área.”, afirmou.

A iniciativa pretende fazer do e-book não apenas um registro do trabalho realizado, mas uma ferramenta de transformação institucional.

::Uma construção feita por muitas vozes
A abertura da plenária foi conduzida pela coordenadora de comunicação da gestão Diversidade & Inclusão, Nicéa Barreto, que deu as boas-vindas às participantes e destacou o alcance nacional da iniciativa.

A dimensão coletiva esteve presente também na formação da mesa, composta por representantes de universidades, empresas, órgãos reguladores, sociedades científicas, organizações da sociedade civil e ministérios.

Participaram da mesa mulheres oficialmente indicadas pelas instituições às quais representavam:

Ana Beatriz Julião — coordenadora do Coletivo de Mulheres Negras na Área Nuclear (MunaN);
Divanízia Souza — professora titular do Departamento de Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS);
Elba Etchebehere — presidenta da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN);
Heloísa Serra — assessora da Presidência e coordenadora do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade da Eletronuclear;
Isolda Costa — diretora-superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), representando a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos;
Janina Onuki — coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP);
Ketrim Souza — representante das Indústrias Nucleares do Brasil (INB);
de Assuntos Regionais da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT);
Lygia Pupatto — assessora especial do Ministério das Mulheres, representando a ministra Márcia Lopes.
Lorena Pozzo — diretora de Instalações Radiativas e Controle da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN);
Marcilei Guazzelli — representante da Sociedade Brasileira de Física (SBF);
Maritza Gual — engenheira nuclear e representante da AMAZUL;
Raquel Guimarães — diretora 

Ainda segundo Gabryele, a agenda do WiNPP considera que diferentes mulheres enfrentam diferentes barreiras e que políticas efetivas precisam levar em conta dimensões como gênero, raça, maternidade e território.  “Falar de equidade significa reconhecer que gênero, raça, maternidade, território e outras dimensões podem produzir barreiras distintas e, portanto, exigem respostas institucionais igualmente diversas.”, pontuou.

A proposta é que o e-book possa ser utilizado por instituições, empresas, universidades, órgãos governamentais e organizações do setor nuclear como referência para pensar e implementar ações concretas.

::A presença dos ministérios
A participação de representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Mulheres (MM) deu à plenária uma dimensão institucional ainda mais ampla.

Representando o MCTI, Isolda Costa enfatizou a relevância do fortalecimento das mulheres nas carreiras de ciência, tecnologia e inovação, destacando o papel essencial do IPEN e da CNEN no fomento à equidade. “Essa linha de atuação tem um valor especial para nós porque temos hoje a primeira mulher na liderança do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a ministra Luciana Santos. A presença de mulheres em posições de liderança não deve ser vista como uma exceção ou conquista isolada, mas sim como parte natural da rotina de pesquisa, inovação e desenvolvimento. No setor nuclear, isso assume uma dimensão ainda maior diante de desafios estratégicos como a segurança energética, a transição para uma economia de baixo carbono, a saúde e a produção de radiofármacos. Para enfrentar esses desafios, precisamos de mais ciência, mais cooperação e, essencialmente, da presença e liderança feminina.”


Já Lygia Pupatto, assessora especial do Ministério das Mulheres e representante da ministra Márcia Lopes, afirmou: "No ano passado, construímos a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres e foi uma experiência emocionante acompanhar as Conferências Livres pelo Brasil. Ver a conferência do setor nuclear ser tão representativa e maravilhosa reforça que, para construir uma política pública verdadeira, é fundamental ouvir a sociedade civil. A realização deste e-book tem papel essencial para ampliar o debate sobre o combate às discriminações, o reconhecimento do valor do trabalho e o fortalecimento da autonomia econômica das mulheres para que elas ocupem os espaços de saber e poder e sejam o que quiserem ser."

A presença das duas representantes reforçou a conexão entre a agenda construída pela WiN Brasil e as políticas públicas voltadas à ciência, tecnologia, inovação, desenvolvimento e promoção dos direitos das mulheres.

::Uma rede que atravessa instituições
O WiNPP foi construído com a participação de um amplo conjunto de organizações. Além das instituições representadas na mesa, a WiN Brasil reconheceu a contribuição de:

AMAZUL – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.; 
ANAEMN – Associação Nacional de Empresas de Medicina Nuclear; 
ANSN – Autoridade Nacional de Segurança Nuclear; 
BRICS+ Tech Forum; 
CDTN – Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear; 
CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear; 
CRCN-NE – Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste; Eletronuclear S.A.; 
GSI – Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; 
IEN – Instituto de Engenharia Nuclear; 
INB – Indústrias Nucleares do Brasil; 
IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares; 
MunaN – Coletivo de Mulheres Negras na Área Nuclear; 
SBF – Sociedade Brasileira de Física; 
SBMN – Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular; 
SBRT – Sociedade Brasileira de Radioterapia; 
UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais; 
UFS – Universidade Federal de Sergipe; 
USP – Universidade de São Paulo; 
VISA-MG – Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais; e 
WiN Global – Women in Nuclear Global.

A mensagem deixada pela organização foi direta: “O futuro da nuclear sem as mulheres é inviável.”

A plenária também contou com um agradecimento especial à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), por abrir espaço para a realização do encontro durante a INAC 2026. Na ocasião, a diretora da ABEN e coordenadora-geral da INAC, Maria de Lourdes Moreira, recebeu uma homenagem da WiN Brasil.

Camila Engler e Geórgia Joana, membras do atual comitê executivo da WiN Brasil e coordenadoras do GT de Eventos também estiveram presentes no evento, assim como a coordenadora do GT Administrativo-financeiro, Mércia Assis.

A apresentação do projeto e do e-book foi feita pela vice-presidenta, Karoline Suzart, que revelou que o documento está em processo de publicação que deverá acontecer, em breve, pela Universidade de São Paulo (USP).  A metodologia tem a chancela da coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas, Janina Onuki e da vice-reitora da universidade, Liedi Bernucci.

WiN Brasil celebra pré-lançamento de e-book e consolida agenda de políticas públicas para mulheres do setor nuclear

Amanhã, 25 de agosto, durante a International Nuclear Atlantic Conference (INAC 2026), a WiN Brasil conclui uma importante etapa do WiNPP: o pré-lançamento do E-book de Políticas Públicas para Mulheres do Setor Nuclear.

Um esforço coletivo de: 
     - 5 meses, distribuídos em
     - 10 eixos temáticos, contando com
     - Mais de 60 mulheres de
     - 11 estados, 
     - 5 regiões do Brasil e
     - 35 instituições envolvidas.

Agradecemos especialmente às instituições apoiadoras, que indicaram formalmente suas representantes, reafirmando seu compromisso com a equidade de gênero no setor nuclear brasileiro. 

1. AMAZUL – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.
2. ANAEMN – Associação Nacional de Empresas de Medicina Nuclear
3. ANSN – Autoridade Nacional de Segurança Nuclear
4. BRICS+ Tech Forum
5. CDTN – Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear
6. CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear
7. CRCN-NE – Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste
8. Eletronuclear S.A.
9. GSI – Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República
10. IEN – Instituto de Engenharia Nuclear
11. INB – Indústrias Nucleares do Brasil
12. IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares
13. MunaN –Coletivo de Mulheres Negras na Área Nuclear
14. SBF – Sociedade Brasileira de Física
15. SBMN – Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular
16. SBRT – Sociedade Brasileira de Radioterapia
17. UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais
18. UFS – Universidade Federal de Sergipe
19. USP – Universidade de São Paulo
20. VISA-MG – Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais
21. WiN Global – Women in Nuclear Global

Participe da Plenária!

Local: Escola de Guerra Naval - Salão 1
Data : 25 de agosto, às 14h

Pré-lançamento do E-book de Políticas Públicas para Mulheres do Setor Nuclear

A presidenta da Women in Nuclear Brasil (WiN Brasil), Gabryele Moreira, participou, nesta terça-feira (18), do Nuclear Communication Experience 2026 (NCE26), realizado na Fecomércio RJ, no Rio de Janeiro. Em sua terceira edição, o evento reuniu representantes da imprensa, academia, setor produtivo e instituições ligadas à área nuclear para discutir os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Gabryele integrou o Painel 2, intitulado “Sem pessoas, não há transição energética: cadeia produtiva, empregos e a nova geração do setor nuclear”, ao lado do professor Aquilino Senra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e de Leonam Guimarães, da Amazul. A mesa foi mediada pelo jornalista Vinícius Dônola, da Band.

O debate destacou que o crescimento da participação da energia nuclear na matriz energética brasileira depende não apenas de investimentos em infraestrutura e tecnologia, mas também da capacidade de formar, atrair e reter profissionais para atuar em diferentes áreas da cadeia nuclear.

A participação da WiN Brasil levou ao debate a perspectiva da diversidade e da ampliação da presença de mulheres no setor. Para a organização, a formação da nova geração de profissionais precisa estar acompanhada de ambientes capazes de promover inclusão, oportunidades de desenvolvimento e permanência na carreira.

A presença de Gabryele no painel também reforçou a atuação da WiN Brasil na construção de espaços de diálogo sobre o futuro do setor nuclear. A própria organização do NCE26 destacou que diversidade e protagonismo de mulheres são elementos importantes para que o setor consiga atrair e reter os talentos necessários à sua expansão.

::Pessoas no centro da transição energética

Com o tema central voltado à comunicação nuclear, o NCE26 foi organizado pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) e contou com três painéis. Além da discussão sobre pessoas e a nova geração do setor, a programação abordou energia, geopolítica e soberania, e os desafios e oportunidades da cobertura jornalística sobre temas nucleares.

O NCE26 reforçou, assim, a importância de aproximar diferentes segmentos da sociedade do debate nuclear e de reconhecer que a construção do futuro do setor passa também pelas pessoas que irão pesquisar, desenvolver, operar, comunicar e liderar essa indústria nas próximas décadas.

Gabryele Moreira representa a WiN Brasil no Nuclear Communication Experience

A atuação do capítulo brasileiro da Women in Nuclear (WiN Brasil) ganhou destaque durante a programação do XVII Congresso da Sociedade Brasileira de Biossegurança e Radioproteção (SBBN), realizado de 14 a 17 de julho, na USP. Voluntária da organização no GT de Comunicação e responsável pelo website, Sofia Thomaz apresentou o trabalho intitulado "Trajetórias emergentes: a atuação na WiN Brasil e as perspectivas da mulher na carreira científica". 

Em sua exposição, a pesquisadora abordou a importância de construir caminhos sólidos e sustentáveis para as mulheres no setor nuclear, radiológico e das radiações ionizantes. Além disso, a apresentação colocou em evidência o papel estratégico da WiN Brasil como rede de apoio, mentoria e fortalecimento profissional. Foram destacadas as principais iniciativas do capítulo brasileiro na promoção da equidade de gênero, no incentivo ao ingresso de jovens pesquisadoras na área e no fomento ao desenvolvimento de lideranças de mulheres no cenário científico.

A participação de Sofia no evento reflete a alta qualificação das voluntárias que integram a WiN Brasil. Bacharela em Física Médica e Mestra em Física Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), ela é doutoranda pela mesma universidade, onde desenvolve o projeto "Metodologia computacional para geração de imagens de mama em testes clínicos virtuais" no Grupo de Física Radiológica Médica.

Sua trajetória acadêmica reúne importantes conquistas e contribuições para a comunidade científica:
:: Fellow Marie Curie (IAEA 2024): Selecionada no prestigiado programa da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).
:: Iniciação Científica e Pesquisa: Foi bolsista pelo CNPq no Laboratório de Física Biológica e Sinalização Celular da Unicamp (2021–2022).
:: Gestão Científica: Integrou a Comissão Organizadora do Congresso de Física Médica da Unicamp (ConFiMe) nas edições de 2021 e 2022.

A WiN Brasil parabeniza a winner pela brilhante apresentação e reafirma seu orgulho em contar com voluntárias dedicadas e qualificadas que transformam o cenário científico e impulsionam o futuro das aplicações nucleares no país.

Além de Sofia, participaram da mesa as winners Luciana Carvalheira (IEN) - moderadora e Márcia Attié (UFS), além da pró-reitora de Inclusão e Pertencimento - PRIP da USP, Patrícia Gama.

Gestão da WiN Brasil marca presença no XVII Congresso da SBBN com apresentação da voluntária Sofia Thomaz

Informamos que, encerrado o prazo para apresentação de recursos, não houve interposição de recurso quanto ao resultado da votação.

Dessa forma, o resultado das Eleições WiN Brasil 2026 está homologado, sendo a chapa Futuro Sustentável oficialmente eleita para a gestão de março de 2027 a março de 2029.

Resultado da votação:

Winners aptas a votar: 360 (100%)
Participação na votação: 66 votos (18,33%)

Considerando os 66 votos registrados:
    ✅ Sim: 65 votos (98,48%)
    ❌ Não: 1 voto (1,52%)
    ⚪ Abstenção: 0 votos (0,00%)

A Comissão Eleitoral agradece a todas as Winners pela participação no processo eleitoral e parabeniza a chapa Futuro Sustentável pela eleição.

Desejamos à nova gestão uma excelente jornada e muito sucesso à frente da WiN Brasil.

Homologação do Resultado das Eleições WiN Brasil 2026

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Instituições parceiras:

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