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Atualizado: 18 de nov. de 2021


Em clima de muita parceria e descontração, equipe Descarbonize, formada por alunos do curso de Tecnologia em Radiologia da UFMG, leva o primeiro lugar na Gincana Stand Up For Nuclear Brazil 2021.

No grupo de interação da Descarbonize era comum escutar: “Gente, vocês tão muito desanimados e caladinhos”. “VAMOOO!” “COMECOU!” “Precisamos de todo mundo”. Coro motivacional puxado pela líder da equipe Maria Luiza e logo seguido por outros integrantes, como Raphael e Elaine. Também rolava aquela ajudinha aos colegas menos familiarizados com a tecnologia, já que a gincana foi totalmente virtual. Quase todas as tarefas envolveram algum tipo de operação de plataformas digitais, como redes sociais, formulários eletrônicos, softwares de produção e edição de vídeo e imagem etc., e aqueles que tinham maior domínio de uma ferramenta, ensinavam aos outros. Foi neste clima de cooperação que a Descarbonize chegou ao lugar mais alto do pódio da Gincana Stand Up For Nuclear Brazil 2021.


A equipe, formada pelos alunos do curso de Tecnologia em Radiologia da UFMG, decidiu aceitar o desafio de falar sobre energia nuclear. Incentivados pela professora Priscilla Santana, WiNner e uma das organizadoras da Gincana Stand Up For Nuclear Brasil 2021, se inscreveram na competição. A ideia surgiu no grupo de extensão LACARD (Liga Acadêmica de Ciências Radiológicas) mas depois a possibilidade de participação foi estendida aos demais alunos do curso de radiologia da UFMG. O LACARD, que já havia sido apoiador do SUFN Brazil 2020 e este ano resolveu colocar a mão na massa, é um grupo composto por alunos da UFMG e outras faculdades de Belo Horizonte e região, com a proposta de ser um espaço de troca entre a comunidade acadêmica para consolidar e ampliar os conhecimentos de seus membros na área das ciências da Radiação. “Vimos como uma oportunidade de visibilidade para o grupo, já que em função da pandemia as atividades estavam um pouco paradas”, complementa Maria Luiza, que já na primeira reunião foi escolhida como líder da equipe por causa do seu entusiasmo.



A gincana Stand Up For Nuclear Brazil aconteceu de forma virtual de 16 de agosto a 25 de setembro. As tarefas variaram desde a revisão de um texto sobre energia nuclear, distribuição de questionário de percepção pública sobre Energia Nuclear, produção de memes, vídeos para o Reels, e finalmente um desafio de comunicação da nuclear. Essa diversidade de tarefas possibilitou um ambiente de construção de conhecimento, interação e ao mesmo tempo descontração. Perguntada sobre qual teria sido a tarefa mais desafiadora, Maria Luiza não teve dúvidas: O desafio final.

No desafio final, cada equipe deveria produzir um vídeo de até três minutos abordando a relação entre energia e desenvolvimento, o papel da energia nuclear no enfrentamento às mudanças climáticas e aspectos de segurança nuclear. O vídeo deveria levar em consideração os resultados da pesquisa de opinião sobre energia nuclear levantados em uma tarefa anterior, que foram tabulados pela equipe Stand Up For Nuclear Brazil e aos quais as equipes tiveram acesso. Nesta pesquisa, chamou a atenção o dado de que 91% dos respondentes conheciam mais ou menos, pouco, ou nada sobre Energia Nuclear; ou seja, comunicar nuclear para esse público-alvo significaria ser didático, partir do básico, e ao mesmo tempo ter uma abordagem abrangente, uma tarefa nada fácil de ser executada em apenas três minutos.

Curiosamente, a tarefa de distribuição do questionário de percepção pública foi apontada por Maria Luiza como a mais divertida. As equipes tiveram um prazo para distribuir os questionários, cada respondente devia assinalar para qual equipe estava preenchendo o formulário e aquela que obtivesse o maior número de respostas ganhava a prova. “Vencemos as pessoas pelo cansaço, divulgando em todos os canais da faculdade, grupos de família, amigos, e insistindo até o último minuto. No último dia teve uma onda de pessoas compartilhando, foi muito bonito o movimento.” Embora os participantes não tivessem acesso às parciais da tarefa, esse movimento se notou tabulando os resultados, foram mais de 1800 respostas e formulários foram enviados até 23:57 do último dia. A Descarbonize levou a tarefa por uma diferença de apenas 1,1% para o segundo lugar, com direito a reviravolta nos momentos finais.

Sobre a experiência de participar da gincana Maria Luiza define como fantástica. “A gente fala sobre a gincana em todas as nossas reuniões. Quem não participou quer participar. Tanto a experiência durante quanto pós gincana, tá todo mundo querendo saber quando vai ser próxima”. O formato virtual não prejudicou o engajamento, opina Maria Luiza. “Minha mãe, minha família me ajudaram a compartilhar, divulgar. Perguntavam, queriam saber mais, nunca havíamos conversado sobre energia nuclear em casa, e foi uma oportunidade para isso. Foi um processo de aprender pra gente também, embora sejamos alunos de radiologia, aprendemos muito sobre energia nuclear com as tarefas e com as outras equipes. A gente viveu um processo de ensinar e de aprender. Encontramos pessoas que falavam “energia nuclear, não quero nem ouvir”, mas encontramos mais pessoas interessadas e abertas a escutar."


#WiNBrasil #StandUpForNuclear



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